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Pai morre em acidente de carro com os quatro filhos no DF e deixa carta de despedida

(Foto: Divulgação / PRF)(Foto: Divulgação / PRF)
O motorista Marco Aurélio Almeida Santos, de 48 anos, morreu no último sábado com os quatro filhos na BR-070, em Cocalzinho de Goiás, no Distrito Federal, e deixou com a ex-mulher uma carta pouco antes do acidente. No texto, ele dizia que ela não veria mais as crianças. Segundo o portal de notícias G1, a carta tem quatro páginas:

"Samara, espero que quando você estiver lendo essa carta eu e os meus filhos já estejam (sic) bem longe", diz Santos, na primeira frase. "Hoje é um grande dia, para mim e meus filhos. Estaremos buscando um lugar de paz onde não exista humilhação e covardia", completou o motorista.
Santos foi buscar os quatro filhos (três meninos e uma menina), em Brazilândia, no Distrito Federal, na casa da família da ex-mulher na manhã de sábado. Ele costumava pegar as crianças aos finais de semana para passear. Minutos depois, o carro em que os cinco estavam bateu de frente contra uma carreta.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Santos tentou fazer uma ultrapassagem, mas acabou colidindo com o caminhão. O carro ficou destruído. Todos os ocupantes do veículo morreram no local. O Corpo de Bombeiros teve que remover o capô do carro para retirar as vítimas. O motorista da carreta teve ferimentos leves.

De acordo com o G1, na última frase da carta entregue à ex-mulher, ele se despede:
"Hoje 24-01-2015 será o último dia que você verá seus filhos e seu marido", afirma na quarta página. "Pode ficar com a casa em Vicente Pires e retornar a sua vida, mas com meus filhos você não viverá essa pouca vergonha".
Na delegacia de Águas Lindas, o acidente foi registrado como quatro homicídios e um suicídio. Segundo o delegado Renato Sampaio, há indícios de que não se trata de um acidente, "já que a carta tem um tom de despedida", mas as investigações continuam.

(Foto: Divulgação / PRF)(Foto: Divulgação / PRF)

Segundo o delegado, o motorista do automóvel se separou há pouco tempo da mãe das crianças. A mulher afirmou na delegacia que não leu a carta imediatamente depois que ela foi entregue. Quando começou a ler a carta, Santos já tinha saído com as crianças.
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial e Águas Lindas de Goiás, que é responsável por apurar crimes na região onde o acidente aconteceu. No entanto, nesta segunda-feira, a investigação será transferida para a Delegacia de Homicídios do município.

Ex-mulher recorreu à Lei Maria da PenhaA mãe das quatro crianças abriu dois processos contra o ex-marido no ano passado por violência doméstica na Justiça local. Segundo o Tribunal de Justiça do DF, em setembro e em dezembro do ano passado, Samara Alves da Silva, de 24 anos, pediu à Justiça medida protetiva de urgência pela Lei Maria da Penha contra Santos.

Em dezembro, também foi aberto inquérito policial por injúria, tendo Samara como ofendida e Santos como ofensor. O inquérito foi juntado à ação que já tinha sido aberta em setembro. Os processos não chegaram a ser julgados.
Segundo uma familiar, que não quis se identificar, Santos ficou 47 dias sem ver as crianças por ordem judicial. De acordo com a mulher, em audiência na última quarta-feira, o juiz autorizou que Santos pegasse os filhos para passear no fim de semana.

FONTE: Agência O Globo 
(Foto: Divulgação / PFR)
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6 problemas no pênis que aparecem com a idade

PNIS

Seria ótimo saber que pelo menos algumas partes do nosso corpo serão poupadas do envelhecimento, mas um dia você percebe: “ele” também fica mais velho. “Você não acorda um belo dia e nota a diferença. É um processo gradual, mas, a partir dos 40 anos, as mudanças são mais perceptíveis”, diz Madeleine Castellanos, autora de "Penis Problems: A Man’s Guide" ("Problemas do pênis: um guia para os homens", em tradução livre). O que significam as mudanças do pênis?

COR-A aterosclerose, um problema comum do envelhecimento, restringe o fluxo do sangue, afetando coração, cérebro e pênis. Com menos sangue na área, o pênis ganha uma cor mais clara, diz Castellanos, que também é terapeuta sexual e atende em um consultório em Nova York. Se você faz check-ups regulares e está tudo em ordem, isso não deve ser motivo de preocupação. A pele mostra os sinais da idade, e isso também vale para a pele do pênis. Ela pode começar a apresentar pintas.

TAMANHO-Assunto delicado. A verdade é que o pênis encolhe um pouco com o passar do tempo por causa da redução dos fluxos de sangue e testosterona. “Quando um cara chega aos 60, 70 anos, pode perder entre 1 centímetro a 1,5 centímetro em comprimento”, explica Castellanos. Ela acrescenta que, se o homem tiver uma barriga proeminente, o pênis vai parecer menor, mesmo que não haja mudança no tamanho do membro. “O pênis começa dentro do corpo. Se você tem gordura na barriga, ela desce e se estende até a base do pênis. A barriga cobre a base do pênis, fazendo com que ele pareça mais curto.”
Mas eis o maior segredo: a maioria das mulheres não se importa com tamanho. Na verdade, se o pênis for grande demais, pode machucar. “O que importa é o que se faz com ele e o resto do corpo”, diz Lou Paget, educadora sexual certificada e autora de “The Great Lover Playbook” ("O livro de dos grandes amantes").
SENSIBILIDADE
A testosterona ajuda a manter os tecidos nervosos. Quando seus níveis começam a cair, haverá uma consequente diminuição da sensibilidade, o que dificulta o orgasmo. Além disso, as ereções não serão tão rígidas. “É um caso típico de usar para não estragar”, diz Castellanos. Ela afirma que uma das maneiras de preservar a saúde peniana é ter ereções diárias. Não é necessário chegar ao orgasmo, mas ereções diárias ajudam a manter as artérias em forma e levam sangue para a região. “Se você não for à academia, os músculos afinam e suas artérias se fecham. A mesma coisa acontece com o pênis”, diz ela.
DECLÍNIO DA FUNÇÃO URINÁRIA-Problemas urinários — ser capaz de ir ao banheiro ou de segurar a urina — têm a ver com a saúde da próstata. Eles afetam cerca de 20% dos homens de 40 anos, de 50% a 60% dos homens de 60 e de 80% a 90% dos homens de 70 e 80.
Ações preventivas, de acordo com Castellanos:
  • Manter um peso saudável.
  • Manter-se ativo. Ficar sentado o dia todo coloca muita pressão na próstata.

  • Fazer exercícios moderados várias vezes por semana para manter o tônus dos músculos do pavimento pélvico. Correr ou caminhar é suficiente. A Mayo Clinic também recomenda exercícios Kegel para homens.

  • Tomar zinco e selênio.

  • Limitar o consumo de álcool. O álcool aumenta a conversão de testosterona em estrogêneo e aumenta inflamações na área.

  • Ejacular várias vezes por semana para “limpar” a área.
DISFUNÇÃO ERÉTIL-A disfunção erétil (DE) é observada em 5% dos homens aos 40 anos e em até 15% dos homens aos 70. Ela pode ser resultado de várias causas relacionadas:
  • Biologia – doença, remédios, maus hábitos de saúde;
  • Psicológicas – ansiedade, depressão, estresse de um dos parceiros;

  • Relacionamento – falta de confiança e intimidade, ou conflitos emocionais entre os parceiros;

  • Habilidades psicossexuais – habilidades sexuais de um dos parceiros ou do relacionamento físico entre ambos.
Graças a essa complexidade, simplesmente tomar um comprimido de Viagra ou Cialis sem lidar com as causas subjacentes relativas ao casal não é a solução, diz Castellanos. “Primeiro, procure um médico para um check-up completo, para descartar qualquer problema crônico. Se isso não revelar informações conclusivas, procure a ajude de um terapeuta sexual competente, que possa ajudá-lo psicológica e fisiologicamente”, afirma.

ANDROPAUSA-E agora uma palavra sobre a menopausa masculina.
Tem-se falado muito recentemente de andropausa — basicamente, se ela existe ou não. Teoricamente, trata-se de uma resposta significativa ao hipogonadismo (quando os testículos não produzem mais níveis normais de testosterona). Com a andropausa, homens podem ter sintomas semelhantes aos das mulheres na menopausa: fadiga, depressão, sudorese noturna e falta de apetite sexual. Castellanos diz que pouquíssimos homens realmente sofrem de andropausa e precisam ser tratados com testosterona. Como a produção do hormônio decai com a idade e pode sofrer a interferência de vários fatores ambientais, Castellanos afirma que é importante:
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Dormir sete ou oito horas por noite;

  • Limitar o consumo de álcool a uma dose por dia;

  • Parar de fumar;

  • Manter os níveis de estresse sob controle.
“Todos esses fatores garantem o necessário para que o corpo produza quantidades ótimas de testosterona. O corpo responde constantemente ao ambiente e se ajusta de acordo. Se o ambiente é muito estressante (sono atrasado, má alimentação, muito estresse), o corpo compensa reduzindo a produção de testosterona — e vice-versa”, explica Castellanos.
Mesmo que você não tenha andropausa, uma vida mais saudável não faz mal a ninguém. E vale lembrar: é preciso ter cuidado, pois tomar testosterona sem necessidade prejudica a produção natural do hormônio pelo corpo, e testículos e pênis vão realmente encolher.


FONTE:                                                                                  
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.
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Cem anos de instalação do município será comemorado pela Prefeitura de Porto Velho

 
A Fundação Cultural (Funcultural) confirmou a programação alusiva aos 100 anos de instalação do município. As comemorações iniciam na sexta-feira, 23 e encerram no sábado, 24. “Serão dois dias de muitas atividades para marcar essa data tão importante para o município. E toda ela será desenvolvida aqui na sede da Funcultural”, adiantou o presidente da instituição, Marcos Nobre. No dia 23, a partir das 16h, será feito o lançamento o I Encontro do Fórum Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Velho. O evento visa tratar sobre tombamento material e imaterial da cidade e também dialogar com as entidades e os ativistas que lutam pela preservação do patrimônio histórico de Porto Velho, além de prestar esclarecimentos sobre o assunto.

No sábado, 24, acontece a parte festiva da programação. Os eventos que acontecem na Funcultural iniciará a partir das 18h. A programação que ocorrerá dentro do projeto “Espaço Béra”, consta de exposição fotográfica, exibição de filmes e documentários e shows musicais com Sílvio Santos e Silvinho e Ernesto Melo & Fina Flor do Samba.
 
O município de Porto Velho, localizado à margem direita do rio Madeira, foi criado em 02 de outubro de 1914 pelo governador do Amazonas, Jonathas de Freitas Pedroza, com a sanção da Lei n. 757, aprovada pela Assembleia Legislativa amazonense. A instalação do município ocorreu no dia 24 de janeiro de 1915, com a posse do maranhense Fernando Guapindaia de Souza Brejense (1873-1929), major de engenharia do Exército, como superintendente do
 
Município de Porto Velho, cargo equivalente ao de prefeito.
Guapindaia havia sido nomeado pelo governador Jonathas Pedroza, no dia 24 de dezembro de 1914. Junto com ele também foram empossados os intendentes (vereadores) José Jorge Braga, Luzitano Corrêa, Manoel Félix, Antônio Sampaio e José Camargo.
 
Origem do nome
 
Porto Velho foi criada por desbravadores por volta de 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Em plena floresta amazônica, e inserida na maior bacia hidrográfica do globo, onde os rios ainda governam a vida dos homens. Fica nas barrancas da margem direita do rio Madeira, o maior afluente da margem direita do rio Amazonas.
 
Desde meados do Século XIX, nos primeiros movimentos para construir uma ferrovia que possibilitasse superar o trecho encachoeirado do rio Madeira (cerca de 380 km) e dar vazão à borracha produzida na Bolívia e na região de Guajará Mirim, a localidade escolhida para construção do porto onde o caucho seria transbordado para os navios seguindo então para a Europa e os EUA, foi Santo Antônio do Madeira, província de Mato Grosso.
 
As dificuldades de construção e operação de um porto fluvial, em frente aos rochedos da cachoeira de Santo Antônio, fizeram com que construtores e armadores utilizassem o pequeno porto amazônico localizado 7 km abaixo, em local muito mais favorável. Em 15 de janeiro de 1873, o imperador Pedro II assinou o Decreto-Lei nº 5.024, autorizando navios mercantes de todas as nações subirem o rio Madeira. Em decorrência, foram construídas modernas facilidades de atracação em Santo Antônio, que passou a ser denominado Porto Novo.
 
O porto velho dos militares continuou a ser usado por sua maior segurança, apesar das dificuldades operacionais e da distância até Santo Antônio, ponto inicial da estrada de ferro. Percival Farquar, proprietário da empresa que afinal conseguiu concluir a ferrovia em 1912, desde 1907 usava o velho porto para descarregar materiais para a obra e, quando decidiu que o ponto inicial da ferrovia seria aquele (já na província do Amazonas), tornou-se o verdadeiro fundador da cidade que, quando foi afinal oficializada pela Assembleia do Amazonas, recebeu o nome Porto Velho. Hoje, a capital de Rondônia.
 
Barbadoes Town
 
Após a conclusão da EFM-M (em 1912) e a retirada dos operários, a população local era de cerca de 1 mil habitantes. Na época, o maior bairro do lugarejo era onde moravam os barbadianos — Barbadoes Town — construído em área de concessão da ferrovia. As moradias abrigavam principalmente trabalhadores negros oriundos das ilhas britânicas do Caribe, genericamente denominados barbadianos. Ali residiam pois vieram com suas famílias, e nas residências construídas pela ferrovia para os trabalhadores só podiam morar solteiros. Era privilégio dos dirigentes morar com os familiares.
 
Com o tempo passou a abrigar moradores das mais de duas dezenas de nacionalidades de trabalhadores que para cá vieram. Essas frágeis e quase insalubres aglomerações, associadas às construções da Madeira-Mamoré foram a origem da cidade de Porto Velho. Muitos operários, migrantes e imigrantes moravam em bairros de casas de madeira e palha, construídas fora da área de concessão da ferrovia.
 
Assim, Porto Velho nasceu das instalações portuárias, ferroviárias e residenciais da Madeira-Mamoré Railway. A área não industrial das obras tinha uma concepção urbana bem estruturada, onde moravam os funcionários mais qualificados da empresa, onde estavam os armazéns de produtos diversos. De modo que, nos primórdios havia duas cidades: a área de concessão da ferrovia e a área pública.
 
De acordo com o historiador Anísio Gorayeb, foi criada então a Rua Divisória, que era onde é atualmente a avenida Presidente Dutra. “Nela havia uma cerca dividindo a cidade em duas partes. Uma parte era domínio americano, visto que os americanos eram detentores da concessão da ferrovia e outra parte era domínio do município. O lado leste da Rua Divisória era administrado superintendente do município e o lado oeste pelos diretores da EFMM”, afirma. Na área da railway predominavam os idiomas inglês e espanhol, usados inclusive nas ordens de serviço, avisos e correspondência da Companhia. Apenas nos atos oficiais e pelos brasileiros era usada a língua portuguesa.

Cada uma dessas povoações tinham comércio, segurança e, quase, leis próprias. Com vantagens para os ferroviários, face a realidade econômica das duas comunidades. Até mesmo uma espécie de força de segurança operava na área de concessão da empresa, independente da força policial da província do Amazonas. Essa situação gerou conflitos frequentes, entre as autoridades constituídas e os representantes da Railway. Embora as mortes a lamentar durante sua construção tenham sido muitas, a “Ferrovia da Morte”, como chegou a ser denominada a Estrada de Ferro Madeira Mamoré é, na verdade a ferrovia da vida, para Porto Velho e seu povo. A importância da EFMM para a formação da cidade pode ser medida pelo texto da lei de sua criação, aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas, que diz:
 
Art. 2º. O Poder Executivo fica autorizado a entrar em acordo com o governo Federal, a Madeira-Mamoré Railway Company e os proprietários de terras para a fundação imediata da povoação, aproveitando na medida do possível, as obras do saneamento feitas alí (sic) por aquela companhia, e abrir os créditos necessários à execução da presente lei.
 
Nos seus primeiros 60 anos, o desenvolvimento da cidade esteve umbilicalmente ligado às operações da ferrovia. Enquanto a borracha apresentou valor comercial significativo, houve crescimento e progresso. Nos períodos de desvalorização da borracha, devido às condições do comércio internacional e a inoperância empresarial e governamental, estagnação e pobreza. Ainda de acordo com informações do historiador Anísio Gorayeb, a primeira eleição no município de Porto Velho só aconteceu em dezembro de 1916, quando foi eleito o médico Joaquim Augusto Tanajura. Este, por sua vez, assumiu o município no dia 1º de janeiro de 1917, para uma gestão no período de 1917/1919. Joaquim Tanajura foi eleito novamente em 1922, para um segundo mandato no período de 1923/1925. 
 
 
Fonte: Joel Elias | Fotos: Arquivo/Comdecom
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CENTENÁRIO DA INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO NO DIA 24 DE JANEIRO DE 1915.




No dia 24 de Janeiro de 1915, às nove horas da manhã, na residência do senhor intendente Manoel Félix de Campos, situada na rua dos portugueses (atual Barão do Rio Branco(, foi dado início a sessão solene de instalação do município presidida pelo Major Fernando Guapindáia de Souza Brejense, Superintendente do município de Porto Velho criado pela Lei nº 757, de 2 de outubro de 1914, sancionada pelo governador do Estado do Amazonas Dr. Jonathas de Freitas Pedrosa sediado no povoado da mesma denominação, surgido em 1902. Esta lei originou-se do projeto de autoria do deputado estadual Dr. Pedro de Alcantara Bacellar.
Transcrevemos o texto da lei, seguindo-se a ata da sessão de instalação do município, supramencionada (na ortografia da época de suas respectivas redações).
Lei nº 757 de 2 de Outubro de 1914 crea o município de Porto Velho, com sede na povoação do mesmo nome à margem direita do rio madeira, e dá outras providências.
Dr. Jonathas de Freitas Pedrosa, Governador do Estado do Amazonas.
Faço saber a todos seus habitantes que a Assembléia Legislativa do Estado decretou e eu sancionei a seguinte lei:
Art. 1º - Fica creado o município de Porto Velho, com sede na povoação do mesmo nome à margem direita do Rio Madeira, tendo os limites estabelecidos pelo decreto nº 1.063 de 17 de Março do corrente ano para aquele termo judiciário.
Art. 2º - O Poder Executivo fica autorizado a entrar em acordo com o Governo Federal, a Madeira Mamoré Raylway Company e os proprietários de terras para a fundação imediata da povoação, aproveitando na medida do possível, as obras da saneamento feitas ali por aquela companhia, e abrir os créditos necessários à execução da presente lei.
Art. 2º - O primeiro governo do município será constituído por nomeação do governador do Estado e o seu mandato se estenderá até 31 de Dezembro de 1916.
Art. 4 - Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução desta lei pertencer que cumpram e façam cumprir fielmente.
O Sr. Secretário do Estado mande imprimir, publicar e correr.
Palácio do Governo, em Manaus, 2 de outubro de 1914.
Dr. Jonathas Pedrosa
Osman Pedrosa
Secretário do Estado
• O termo judiciário foi criado pela Lei nº 741 de 30 de Outubro de 1913, com sede no povoado de Porto Velho, sendo instalado no dia 30 de Janeiro de 1914. Seus limites foram estabelecidos pelo decreto nº 1.063 de 17 de março de 1914, assim disposto: com o município de Humaiták, ao norte, demarcado por uma linha reta imaginária com início na foz do igarapé São Lourenço até alcançar a serra Três Irmãos limite com o município de Lábre. Ao leste com esse município, uma linha reta imaginária, no sentido norte/sul, iniciando-se em frente a foz do igarapé São Lourenço, prosseguindo até alcançar o Rio Candeias no cruzamento do paralelo 8° 46'69" de latitude sul. Com o Estado de mato Grosso ao sul uma linha reta imaginária no sentido oeste/leste, partindo da foz do igarapé Bate-Estaca até o rio Candeias na passagem do paralelo 8° 46'69" de latitude sul, e a sudeste tendo por demarcação de limite o rio Madeira desde a foz do igarapé Bate-Estaca até a foz do rio Abunã. Ainda a sudeste a República da Bolívia tendo por fronteira o rio Abunã a partir de sua foz até a linha geodesica Cunha Gomes, no limite com o Território do Acre. Com este Território , a oeste, tendo por limite a linha Cunha Gomes desde o rio Abunã até o divisor de águas Ituxi/Ãbunã na divisa com o município de Lábrea. Com esse município à oeste e noroeste a serra Três Irmãos até alcançar o ponto final da linha de limite ao norte com o município de Humaitá. (confrontações atualmente modificadas).
• O Primeiro governo do município foi constituído por nomeação pelo decreto s/n, de 24 de dezembro de 1914 com vigência até 31 de dezembro de 1916, tendo sido designados os cidadãos Major Fernando Guapindaia de Souza Brejense para o cargo de Superintendente, Manoel Pires de Castro, secretário; José Jorge Braga Vieira, Luzitano Corrêa Barreto, Manoel Félix de Campos, Antônio Sampaio e José Z. Camargo Intendentes; Aderico Castilho; Achilles Reis, Horácio Bilhar, Alfredo Clínico de Carvalho e José Pontes, Suplentes de Intendentes). Os Intendentes e os Suplentes constituíam o Conselho Municipal (atual Câmara).
"Acta da sessão solene da instalação do município de Porto Velho, criado pela Lei n° 757, de 2 de Outubro de mil novecentos e quatorze, como abaixo se declara.
"Aos vinte e quatro dias do mês de janeiro do ano de mil novecentos e quinze, no lugar denominado Porto Velho, à margem direita do rio madeira, Estado do Amazonas, em audiência publica às nove horas da manhã, presentes os senhores Fernando Guapindaya de Souza Brejense, José J. Braga Vieira, Luzitano Barreto, Félix de Campos, Antonio Sampaio, José Z. Camargo, Achilles Reis, Auderico Castilho, Horácio Bilhar, Clímaco de Carvalho, intendentes e seus suplentes, autoridades e demais pessoas gradas desta localidade e da Prefeitura de Santo Antonio, no Estado de Mato Grosso, que abaixo vão assinados, o excelentíssimo senhor superintendente Fernando Guapindaya deferiu solenemente o compromisso legal aos referidos senhores intendentes e respectivos suplentes, que foram imediatamente empossados no exercício de seus cargos pronunciando em seguida algumas palavras cujo resumo é o seguinte:
Dirigindo-se aos senhores membros do Poder Legislativo municipal, íntegras autoridades desta Comarca e de Santo Antônio do Madeira, representante da "Madeira-Mamoré Railway Company" e distinta assistência, disse: Era com grande desvanecimento que tinha a honra de, nestas longínquas paragens vir inaugurar o município de Porto Velho, trazendo para este remoto rincão nacional uma das grandes conquistas da democracia - o governo do povo pelo próprio povo na soberana autonomia municipal, assegurada pelos preceitos constitucionais. O que sobre tudo o desvanece é a certeza de que será, digo, que não será difícil a tarefa atendendo ao acolhimento gentil que de todas as classes sociais aqui representadas tinha recebido. Como que antevendo em todas essas cativantes manifestações, o ardor que todos têm de cooperar consigo na instalação desse novo núcleo social - do que decorrerá naturalmente a ordem asseguradora do progresso dessa região ferraz. Constituindo o município - diferenciados e fixados os deveres de cada um para com a administração pública e desta para com todos tem a lucrar.
Primeiro: - O município isolado que será senhor da terra que ocupa - e, pela compensação do imposto será assegurada a sua tranqüilidade física e moral, pois que, a higiene pública será executada e a garantia individual se tornará um fato.
Segundo: - O trabalhador, o pequeno agricultor, o hortelão, o lenhador, o avicultor por mais modesto que sejam os seus recursos - terão para seus produtos colocação assegurada nos núcleos municipais legalmente organizados.
Terceiro: - o comerciante auferirá os materiais proventos do acúmulo da produção que naturalmente busca os meios sociais onde as leis são cumpridas e o mecanismo administrativo se mona com as devidas regras.
Disse que o município, o centro reservado do exercício imediato dos direitos civis e políticos dos cidadãos livres, é o resumo admirável das grandes administrações. Conformava-o ainda (e não podia deixar de mostrar-se profundamente penhorado) a gentil solicitude da administração da Estrada de Ferro "Madeira Mamoré". Confiado no auxílio individual e coletivo dos cidadãos de Porto Velho - sentia-se bem o exercício da tarefa que lhe foi confiada e congratulava-se com todos por esse grande feito, a grande conquista das doutrinas democráticas, e determinou declarando instalado oficialmente o município de Porto Velho, erguendo em seguidas vivas ao senhor Presidente da República e ao senhor Governador do estado do Amazonas, vivas que foram aplaudidos pela numerosa assistência. Compareceu o senhor José de Pontes, suplente de intendente que prestou o compromisso legal.
Estando preenchidas todas as formalidades exigidas por lei o senhor Superintendente encerrou a sessão do que para constar eu Manuel Pires de Castro, secretário, escrevi a presente acta que também assino, juntamente com aqueles que o quiserem fazer.
 
Relação dos Cidadãos que assinaram a ATA DA SESSÃO SOLENE DE INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO, em 24 de Janeiro de 1915.
F. Guapindaya de Souza Brejense, José Jorge Braga Vieira, Luzitano Barreto, José Z. Camargo, Antonio Sampaio, Manoel Félix de Campos, Achilles da Silva Reis, Alfredo C. de Carvalho, Horácio Bilhar, Francisco Fernandes da Rocha, Joveniano Reis, representante do intendente geral de Santo Antonio do Rio Madeira; José Joaquim Guerra, representando o 2° suplente de juiz de direito, em exercício na Comarca de Santo Antonio do Rio Madeira; José Casimiro Bayma, representando o Juízo de direito da Comarca de Santo Antonio do Rio Madeira; Jacob Essabá, presidente da Associação Comercial de Santo Antonio; Dr. Joaquim Augusto Tanajura, delegado Honorário dos Índios do Alto Madeira; Delduck Pinto, 2° Tenente, Miguel Dantas de Araújo, João F. Ramos, T. Rosa, Abel Machado, representando a "Madeira-Mamoré_Railway Company"; Waldemar Tavares Werneck, Chefe do Rádio Telegráfico; José vieira de Souza, João S. Braga, Edgard Penha, A. L. Ferraro, comandante do S. Salvador, Manoel Ignácio de Carvalho, Antonio M. João de Góes, Roger Cunha, David Amar, Oscar Penha, Francisco de Pontes, Emílio Dupont, Ricardo de C. Vieira, A. Tavares, Edmundo Maciel, Arthur L. de Azambuja, João Moreira Lima, José Costa, J. Sanhudo da Costa, José Baptista Trindade, João da Silva Garganta, José Maria dos Santos, H. Costa, Benjamin Rosas, Luiz C. da Costa, Hermoes Ramos, Filinto Costa, Benecdito Martins, E. Soares, José da Silva Galvão, A. de Vasconcellos, Horácio Joaquim, Honorato José da Silva, Raymundo Fontenellas, J. Gaspar da Silva, Pedro Brazileiro, Bernardo Simeão, Carlos Alexandrino, Ambrosio Malaquias dos Santos, Pedro Paulo de Oliveira Ramos, Odyllo Lopes de Carvalho, Manoel D. Pereira, Mulio Cícaro M., U. Soares de Albuquerque, Joaquim R., João Zeferino Lopes de Almeida, Sebastião de Oliveira, João Guitart, Denerio D. de Lima, Manoel Olimpio Rodrigues, Francisco Affonso Pimentel, João B. de Castro, Antonio Borges, Bertulino de Carvalho, Antonio M. de Souza, Vicente Ribeiro Dantas, D. José Baptista, Manoel F. de Moura, Hyacint Ruffig, Antonio P. de Castro, Napoleão Brazileiro,
A. de Vasconcellos, Alfredo Baptista Leal, Amadeu Pereira da Silva, Leoncio Gonzales, Tertuliano E. Monteiro, João Dias, Arlindo Ferreira da Silva, Cline Jacob, Alvaro de Almeida, Jayme de Israel, Antonio Pinto da Silva, José Nogueira Prata, Francisco Pio Machado, J. Campos Bentes, Antonio de Araújo Amorim, Manoel Peres de Castro.
                Decorridos cem anos do episódio que evocamos como dever pugnar por sua preservação, em reconhecimento ao civismo, a ousadia, o comprometimento em participar na construção de uma sociedade igualitária, dos protagonistas dos primórdios históricos do surgimento de Porto Velho, em 1907, audazes anônimos pioneiros, mas também proeminentes homens públicos os quais contrariando interesses econômicos individuais e de grupos, os apoiavam consolidarem suas conquistas lhes proporcionando os meios de estruturação institucional. Tais como a instalação da Agência postal de Porto Velho (1910), a Coletoria de Rendas (1913); o termo judiciário (1913); o município de Porto Velho (1914). Destacam-se os políticos de ilimitada visão política administrativa, os arquitetos da construção da comunidade portovelhense, Dr. Jonathas de Freitas Pedrosa, Dr. Pedro de Alcantara Barcellar e o Major Fernando Guapindaia de Souza Bejense.
                Porto Velho não passou pela condição política de distrito, sendo criado com o status de município instalado no povoado da mesma denominação surgido em 1907.
                A cidade de Porto Velho, não passou pela condição política de vila. O povoado foi elevado à categoria de cidade por intermedio da Lei n° 1.011, de 7 de setembro de 1919, sancionada por Dr. Pedro de Alcantara Bacellar, governador do Estado do Amazonas.
                Da mesma forma que o povoado de Porto Velho, não era denominado Porto Velho de Santo Antônio, a mais recente invencionice constante em um recém publicado livro.
                Porto Velho até 1931 era dividida em dois setores administrativos distintos o Porto Velho dos americanos e Porto Velho dos brasileiros.
                São cem anos de labor em prol do desenvolvimento econômico, social e cultural da nossa Porto Velho, principiada pelos pioneiros, os quais implantaram seus tapiris contíguos as modernas instalações dos norte-americanos da empresa de Farquar, que os consideravam marginais sociais devendo serem expulsos de suas proximidades, com presistente denodo resistiram opondo-se a essa pretensão, mantendo-se e expandindo o espaço ocupado nos legando como seus herdeiros, tendo por escopo o compromisso de empenhar-nos em darmos continuidade ao alcance de seus objetivos os de erigirem uma pujante cidade.
 
Criadores e estruturadores do Município de Porto Velho


FONTE:ABNAEL MACHADO DE LIMA
Membro da
 ACADEMIA DE LETRAS DE RONDÔNIA
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EMPRESÁRIO DE PORTO VELHO QUE ESTAVA SEQUESTRADO É RESGATADO EM CATIVEIRO EM JARU

A polícia chegou até o cativeiro onde se encontrava o empresário Antônio Marcos Ângelo de 48 anos, sequestrado no ultimo dia 19, na cidade de Ouro Preto do Oeste, após receber denuncias de comerciantes da cidade de Jaru, informando que elementos suspeitos estariam realizando nesta quarta feira (21), generosas compras na praça com um cartão de credito de outra pessoa.
 
Enquanto os criminosos faziam compras com o cartão da vítima, ela estava sendo mantido aprisionado sob a mira de um revólver dentro de um quarto da hospedaria Duda Hotel, localizada as margens da BR 364, saída para Ouro Preto do Oeste. 
 
De posse das informações e as características dos suspeitos, bem como do veiculo em que estavam utilizando, uma caminhonete Chevrolet S-10 de propriedade da vitima, uma patrulha da Policia Militar comandada pelo policial Ferracini, localizou por volta das 15:00 horas, o veiculo e um suspeito hospedado em um hotel próximo a rodoviária interestadual.
 
O suspeito de nome Fernando Duarte, que possui um mandado de prisão em aberto e é residente na cidade de Ouro Preto do Oeste, não soube informar a Policia a procedência de tantos aparelhos celulares e diversos outros produtos encontrados em seu quarto, confessando posteriormente o sequestro, informando que a vítima estaria sendo mantida em cativeiro em um quarto do Duda Hotel. 
 
Policiais militares e civis, então seguiram até ao referido estabelecimento e encontraram, o empresário trancado em um quarto sendo vigiado pela acusada Anielly do Carmo Souza, 24 anos, que possuía um revólver calibre 32 em mãos. Ela não ofereceu resistência e se entregou a polícia. 
 
Antônio Marcos empresário do ramo de imóveis e estabelecimento de revenda de carnes na capital, relatou, que tentou se manter tranquilo durante todo o tempo, mas temia que ao fim da ação, ele seria assassinado, uma vez que mesmo vendado e trancado no banheiro, chegou a ver o rosto do criminosos.
 
O empresário foi sequestrado às 03 horas da madrugada do ultimo dia 19, no momento em que realizava viajem de retorno a Porto Velho e resolveu pernoitar em um hotel na cidade de Ouro Preto do Oeste.
Estima-se que os criminosos tenham dado de prejuízo a vitima, algo entorno de R$ 40 mil reais, entre saques e compras. A polícia Civil realizou diligencias no intuito de localizar outros envolvidos no sequestro, mas não teve êxito. 
 
Diante das constatações os dois suspeitos foram conduzidos para a Delegacia de Policia Civil onde flagranteados pelo crime de sequestro, estelionato e porte de arma.
 
FONTE: jaru online

 




































 
 
 
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Os políticos deveriam dialogar com manifestantes e não se esconder atrás da polícia, diz pesquisadora

Esther Solano (Foto: Reprodução/ Youtube)Esther Solano (Foto: Reprodução/ Youtube)
 
Com a volta dos protestos de rua em 2015 e a retomada do roteiro manifestação-pacífica-que-termina-em-violência-filmada-por-helicópteros, é bom ouvir o que tem a dizer pessoas como Esther Solano. Ela é professora de Relações Internacionais da Unifesp e autora do livro “Mascarados – A verdadeira história dos adeptos da tática Black bloc”, junto com Bruno Paes Manso e Willian Novaes (Geração Editorial).
 
Nesta entrevista ao blog feita por e-mail, Esther diz que os agentes públicos deveriam estar nas ruas dialogando com os manifestantes e que protestos não são “mera questão de polícia”, mas refletem muitas vezes um “compêndio completo de desilusões”. Esther fala com conhecimento de causa, pois durante mais de um ano acompanhou nas ruas as manifestações que mexeram com o Brasil a partir de junho de 2013, buscando fugir de lugares comuns como os de que todos os PMs são “assassinos” ou de que todo Black bloc é “vândalo”. Veja a seguir.

Rogério – Embora a terceira manifestação contra o aumento das tarifas tenha acabado de forma pacífica nesta terça-feira (20) em São Paulo, este não tem sido o padrão desde o início do ano. Recentemente no facebook você escreveu: “desespera-me de novo ver a violência estourando nas ruas e ver que a casta política segue escondida pateticamente atrás da polícia…realmente o governo, federal, estadual, o prefeito…não aprenderam nada nestes dois anos???” . O que você quis dizer com isso?

Esther — Dois anos se passaram depois das primeiras manifestações de 2013 e o comportamento do poder público continua idêntico.  A única resposta que até agora parece comum e continua em todos os protestos é o envio da Polícia Militar às ruas. Essa é minha principal crítica. Considero que uma reivindicação, uma greve, uma manifestação, mesmo com episódios de violência como no caso do Black Bloc, não é uma “mera questão de polícia”. Os agentes públicos devem se mobilizar, ir até as ruas, se fazerem presentes, estar perto da população, tentar infinitamente o diálogo e a aproximação com os manifestantes (mesmo quando este diálogo é muito complicado como no caso do MPL).
Rogério – Como se os agentes públicos se escondessem atrás da polícia.

Esther — O recurso da polícia deve ser a última opção, mas, lamentavelmente parece que é a primeira.  Não é papel da polícia mediar com os manifestantes, como já vi em várias ocasiões, é papel de nossos representantes políticos. Indigna ver que sempre o poder político recorra à mesma fórmula de se afastar das ruas e utilizar a polícia como instrumento para resolver os problemas sociais. De verdade não tem outra opção?
Sabemos que levar a polícia às ruas durante as manifestações cria muita tensão e gera mais violência. Não resolve e ainda piora o problema. Aumenta o estresse da tropa, aumenta a tensão entre os manifestantes… São os políticos quem deveriam estar do lado dos manifestantes tentando estabelecer diálogo e compreensão. Deixa-me perplexa, por exemplo, não ver a Haddad (prefeito de São Paulo) se manifestando publicamente contra alguns excessos policiais que temos visto nas manifestações.

Rogério — No seu livro você também traz depoimentos de PMs – e mostra que há um certo descontentamento ou um desgaste da própria polícia em relação ao “enfrentamento”. Você acha que a PM poderá mudar a forma de atuar nestes protestos ou isto depende de outras instâncias políticas?

Esther — Sim, existe um claro desgaste, estresse, dentro da PM que leva acumulados muitos protestos, mas duvido que exista uma mudança de estratégia porque não esqueçamos que a PM responde a ordens políticas, do Governo de Estado, do Secretário de Segurança e infelizmente, estas figuras continuam tendo o mesmo pensamento, para mim equivocado, de continuar com uma forte presença policial nos protestos, como se isso fosse a resolver alguma coisa e não piorar a tensão dos mesmos!! É uma visão tão estreita e tão opaca que assusta. Portanto, sem mudança política, não haverá mudança policial.

 Rogério – No livro você deixa claro que os Black blocs – em geral jovens da chamada “nova classe média”  – não são um grupo mas uma “tática”, que tem como objetivo denunciar ou combater “o sistema”. É uma estratégia que depende também da cobertura midiática que essas ações recebem – vitrines de carros de luxo estouram junto com os flashes dos fotógrafos. Embora não passem de uma centena, os “mascarados” chamam muito a atenção. Passada a “novidade” dos Black blocs, porém, será que sua ação em 2015 vai gerar tanta atenção como no passado (2013), ou uma sociedade atraída pelo espetáculo demandará outros tipos de “imagens/fotos/cenas”, digamos mais “novas”?

Esther — Efetivamente a novidade do fenômeno Black Bloc aqui no Brasil já passou. Eles geraram um hiperespetáculo midiático (totalmente sobredimensionado) que provavelmente não gerarão mais, porque, nesta sociedade de acontecimentos acelerados, o Black Bloc já perdeu sua novidade. Agora, ele continua mantendo essa dimensão estética, do espetáculo da violência, claro. O preto, a máscara, a depredação, são altamente visuais, provocadores e impactantes, mas já não tanto como foram em 2013.

 O que vai vir, não sei…Esta sociedade do espetáculo é especialista em criar imagem mas me parece que se 2015 continuar com estas tensões da crise da eletricidade, água, teremos muitos mais episódios de violência como consequência do descontentamento, seja de Black Bloc, seja de cidadãos comuns, e a violência sempre terá lugar privilegiado em fotos e imagens. A violência sempre é protagonista na imprensa. Nossa sociedade consume violência como se fosse uma mercadoria, um produto.

Rogério — Descrevendo as motivações dos Black blocs, você diz: “um sistema que destrói continuamente o cidadão, a falta de trato digno para a população, um contexto político supostamente corrupto e insensível às demandas sociais, a ausência de oportunidades…Um compêndio completo de desilusões…”. Pergunto: de 2013 para cá nada parece ter mudado no quadro social exposto. Isto significa necessariamente que os jovens continuarão a ir para as ruas?

Esther — De fato muitos deles continuam nas ruas, engajados nos novos protestos pela tarifa zero. É impressionante o fôlego destes jovens! Como Black Bloc é uma forma de protesto e não um grupo organizado, fechado, outros podem aparecer adotando a mesma tática. O certo é que os problemas continuam aí, a relação com a PM cada vez está mais tensa, então as razoes para a tática continuar existindo seguem as mesmas. Neste ano continuaremos a ver jovens de preto, sem dúvida.

Rogério — No seu livro você diz que busca desconstruir alguns “lugares comuns” sobre os Black blocs, que estes viraram uma espécie de “fetiche”. Por que, nesse caso, é tão importante desconstruir estes “lugares comuns”?

Esther — Os lugares comuns são muito perigosos para uma sociedade. Repetimos eles de forma automática e chegamos a considerá-los verdades imutáveis, o que gera intolerância e preconceito. Se todos nós pensamos que todo policial fardado é um assassino e todo Black Bloc não é mais do que um vândalo, estamos desumanizando todos eles, impedindo o diálogo e aumentando a intransigência. Basta de estigmas, devemos nos esforçar em ir atrás de fetiches e frases prontas para descobrir que as coisas são muito mais complexas e que se queremos uma sociedade que aprenda e dialogue. Temos que ir sempre além de lugares comuns que ficam na superfície da realidade e não trazem conhecimento, só mais antagonismo.

Rogério — Desde junho de 2013 muitos destes jovens “mascarados” foram presos e fichados pela polícia. No livro você diz que eles nunca foram, afinal, em grande número – talvez uma centena em São Paulo. A esta altura esses grupos já não teriam sido desmobilizados? Um jovem trabalhador paga um preço alto na vida por não ser mais “primário” na polícia, certo?

Esther — Na verdade vários deles tem passagem pela polícia e agora alguns (não todos) começam a responder processos. Ainda não sabemos como será o andamento destes processos, como funcionará, por exemplo, o inquérito do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Obviamente não é uma situação fácil para eles. Porém, isso não desmobilizou a tática, justo pelo que falei anteriormente, primeiro porque muitos deles têm uma motivação enorme para continuar nas ruas, uma raiva intensa contra a PM que atua como combustível protesto após protesto e depois porque o anonimato, a máscara os protege. Muitos tiveram passagem pela polícia, mas outros não, e continuam sem ser identificados.

Rogério — Aconteceram recentemente dois episódios curiosos. Em SP, algumas pessoas “seqüestraram” um caminhão da Eletropaulo e só o liberaram quando a empresa de luz efetuou o conserto de energia. Em Coari (AM) a população queimou a casa do prefeito após atrasos em salários de servidores. São ações diretas. Você acha que os Black blocs inspiraram a população de algum modo?

Esther — Episódios de violência numa sociedade descontente sempre existiram mas é verdade que o Black Bloc trouxe esta violência para as manchetes, para os jornais, deu visibilidade a esta violência e a colocou no centro da pauta, portanto, de alguma forma, acho que há certa relação, sim. A política ineficaz e irresponsável que muitas vezes temos no Brasil coloca à população no limite de sua paciência e obviamente quando o descaso e a negligencia políticas são contínuas, a irritação da população pode explodir, isso é compreensível. Olha, agora temos um verão sufocante em São Paulo, e em vez de ter medidas políticas para minimizar o impacto do calor, a população sofre com escassez de água e de energia. É para acabar com a paciência de qualquer um.
 A violência é uma consequência do desrespeito com que o poder político trata a população.

Rogério —  Você veio da Espanha em 2011, quando este país vivia (e ainda vive) uma prolongada crise econômica. Você enxerga paralelismos – em termos da descrença na política institucional, por exemplo – entre o que aconteceu e acontece na Espanha (também na Itália, via a ascensão de não-políticos como Beppo Grilo) e o que começou a acontecer no Brasil a partir de junho de 2013?
 
Esther — Sem dúvida, o grau de descontentamento é paralelo. A decepção da população com os inúmeros casos de corrupção, por exemplo, o pouco engajamento dos jovens com os partidos políticos, a falta de participação. Na Espanha, por exemplo, o novo partido de “Podemos” está canalizando este descontentamento e esta juventude para uma via institucionalizada, dentro dos marcos políticos. Por enquanto no Brasil não temos este mesmo fenômeno mas seria natural que acontecesse para tentar aproveitar toda essa força de uma juventude que quer participar mas que não concorda com os atuais partidos, em algo institucional.

FONTE: yahoo.notícias


 
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LEILOEIRA PÚBLICA OFICIAL CONDENADA POR LEILOAR CAMINHÃO QUE VALIA QUASE R$ 100 MIL POR APENAS R$ 17.500

2012015-161532-ola_ola.jpgPública Oficial do Estado, deve perder a função por ter incorrido em improbidade administrativa ao leiloar um caminhão, avaliado em quase R$ 100 mil por apenas R$ 17.500. A empresa arrematante havia prestado serviços para ela e a servidora pública também informou aos donos da empresa sobre o leilão, que ao final, foi anulado pelo Conselho Estadual de Entorpecentes.

A sentença, do juiz Cristiano Gomes Mazzini, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho não informa quando ocorreu o caso, mas a ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público do Estado em dezembro de 2012. De acordo com os autos, a oficial de Justiça sabia o estado do caminhão, com boa conservação e uma série de acessórios, incluindo tv portátil e não procurou ajuda de perito para avaliar o bem. Ela própria definiu o valor irrisório. “É inegável a disparidade entre o valor estimado pela Polícia Federal (R$ 94.3000,00), bem como aquele encontrado na tabela FIPE (86.993,00), e o valor pelo qual o veículo foi leiloado (R$ 17.500,00). Verifico que, para chegar ao valor pelo qual o veículo foi leiloado, não se realizou uma análise apurada, conforme dito em depoimento prestado perante a Sindicância Administrativa instaurada (fl. 28), que
justificasse um valor tão inferior ao estimado pela Polícia Federal ou àquele encontrado na tabela FIPE. Ao contrário, o valor do veículo foi estabelecido pela própria demandante (fl. 29), o qual, a toda evidência,
estava fora do preço de mercado”, diz a sentença.

A venda, realizada para conhecidos da funcionária pública também foi destacada pelo juiz. “Causa estranheza o fato de o proprietário da empresa arrematente ter prestado serviços à leiloeira, associado à circunstância de ter tomado conhecimento do leilão por meio da demandante (fl. 30). Ad argumentandum, senão dolosa, ao menos culposamente agiu a demandante, o que também enseja a condenação pela prática de ato ímprobo na hipótese de a conduta acarretar prejuízo ao erário, pois inexcusável não ter realizado uma reavalização do veículo que justificasse o valor pelo qual foi leiloado”.

O juiz condenou a Leiloeira Pública Oficial do Estado por improbidade administrativa dolosa, sendo obrigada ao ressarcimento integral do dano. Ela ainda foi condenada a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.
 
Fonte: RONDONIAGORA
Autor: RONDONIAGORA
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CAPOTAMENTO É REGISTRADO EM CRUZAMENTO NO CENTRO DA CAPITAL

O segundo capotamento desta terça-feira (20), foi registrado no início da tarde, no cruzamento da Avenida Carlos Gomes com Rua Guanabara, Bairro São Cristóvão. Apesar da proporção do fato, não houve feridos com gravidade.
De acordo com relatos de populares, o veículo VW Saveiro Cross estaria transitando na Guanabara e o carro modelo FIAT Idea seguia pela Carlos Gomes, quando no cruzamento houve a colisão e conseqüente capotamento do Idea. Ambos os condutores afirmavam que o semáforo estava verde para si, acusando o outro motorista de ter furado o sinal vermelho. Uma pessoa que estava no veículo ora capotado sofreu leves escoriações e foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Uma equipe da Companhia de Trânsito esteve presente e registrou o fato. A perícia técnica foi acionada e após os trabalhos de praxe, os veículos foram retirados da via e o trânsito voltou a fluir normalmente.

 











Fonte: NewsRondônia
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Falta de luz afeta regiões Sul, Sudeste e Norte do Brasil

(Foto: EFE)

Consumidores de energia relatam em redes sociais na tarde desta segunda-feira, 19, falta de luz nas regiões Sul, Sudeste e Norte, nos seguintes Estados: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Amapá. Até as 16h15, não havia posicionamento oficial do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A Eletropaulo, no entanto, informou por meio de nota à imprensa que o ONS orientou o corte de energia de mais de 700 Megawatts. A empresa diz que o Centro de Operações da Distribuidora acompanha a situação e "segue monitorando o sistema integrado por meio do ONS".

Poucos minutos depois, em novo comunicado, informou que, "seguindo orientação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), restabeleceu a totalidade de sua carga de energia distribuída às 15h50".
De acordo com assessoria de imprensa da Eletropaulo, em contato telefônico, não há informações oficiais de quais regiões da cidade de São Paulo sofrem ou sofreram com os cortes de energia. A companhia promete comunicado para detalhar melhor quais regiões atendidas por ela serão ou foram afetadas.

A Copel também foi orientada pelo ONS a reduzir oferta em 320 MW de energia distribuída; a Light e a Ampla também receberam ordem semelhante. CPFL Energia, após ser submetida à mesma determinação, recebeu autorização para restabelecer fornecimento a um terço dos clientes.

Em São Paulo, a Linha Amarela do metrô tem problemas de operação devido à falta de energia elétrica. De acordo com a ViaQuatro, que administra o trecho, a operação é parcial. O Twitter oficial da concessionária republica fotos tiradas por usuários. Nas imagens, pessoas descem dos trens e caminham pelos trilhos.

Problema no sistema elétrico foi de pouca complexidade, diz especialista da UFRJ
Os cortes seletivos na oferta de energia elétrica no sistema das regiões Sudeste e Sul, determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na tarde desta segunda-feira, 19, foram de natureza "conjuntural", de pouca complexidade e não parecem estar relacionados a excesso de demanda, afirmou nesta segunda-feira, 19, o professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ (Gesel/UFRJ). As causas do problema serão conhecidas em nota que o ONS divulgará hoje, no Rio de Janeiro.

"É um problema elétrico, conjuntural, que aconteceu em algum conjunto de usinas ou linhas de transmissão, que o ONS conseguiu identificar, tanto assim que mandou fazer um corte seletivo", afirmou Castro ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Segundo o professor, é impossível especular qual possa ter sido o problema, mas o fato de o ONS ter identificado a ocorrência e ter determinado cortes seletivos, e não um desligamento mais amplo do sistema, sugere a baixa complexidade. Além disso, a normalização do fornecimento em pouco tempo aponta para algo conjuntural.

Apesar do forte crescimento do consumo de eletricidade nas residências, sobretudo no Sudeste, por causa do forte calor, dados do ONS sobre a demanda por energia no início do ano sugerem que não há excesso de demanda, afirmou Castro. Nos 15 primeiros dias deste mês, a demanda geral por energia elétrica caiu 7,1% em relação a igual período de 2014. Embora o consumo no mercado regulado, predominantemente residencial, tenha subido 4,8%, no mercado livre (industrial), a queda no consumo foi de 17,5%.

"É mais um dado empírico que demonstra a tese de que efetivamente não teve problema de demanda", afirmou Castro.

FONTE: O ESTADÃO
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POLICIAIS DE FOLGA PRENDEM TRIO E RECUPERAM MOTO ROUBADA




Três policiais militares, sendo o Sargento Gusmão, SD PM Pantoja e SD PM Emanuel, estavam de folga neste sábado (17), e assim mesmo continuaram com o espírito de PM no sangue. Após receber denúncia anônima, os policiais foram até a linha 28 com linha Santa Bárbara, zona rural de Porto Velho para averiguar a veracidade das informações.
O Sargento Gusmão foi quem recebeu a denúncia, via telefone celular, e tal ligação informava sobre a existência de uma moto roubada, que estava no local supracitado. De pronto, foi montada a equipe, sendo que os PMs foram a paisana para a propriedade. Quando chegaram, os policiais encontraram a motocicleta HONDA Biz de cor amarela, que é roubada.
Na residência, foram detidos Ricardo Guimarães Silva, 19 anos, Guendé do Rego Campos, 38 anos e Maria Rosângela da Silva, 52 anos. No local, ainda foi encontrado uma espingarda, droga, balança de precisão e apetrechos para endolamento de entorpecente. Diante dos fatos, o trio foi encaminhado para a central de polícia para que sejam tomadas as medidas que a lei determina.

 







 FONTE:Fonte: NewsRondônia
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Brasileiro é executado na Indonésia e Dilma chama embaixador

(Foto: Estadão Conteúdo)

O Palácio do Planalto confirmou a execução neste sábado em Jacarta, às 15h31 (horário de Brasília), do brasileiro Marco Archer. A presidente Dilma Roussef, em nota, disse estar "consternada e indignada" com o ocorrido. Marco Archer foi condenado à morte após ter sido julgado e condenado por ter ingressado na Indonésia com 13 quilos de cocaína, há 11 anos.

Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff tentou, em telefonema, convencer o presidente da Indonésia, Joko Widodo, a suspender a execução do brasileiro de 53 anos, ressaltando que fazia um "pedido humanitário", "como chefe de Estado e mãe". Mas, não teve sucesso na tentativa.

Para a presidente Dilma, a decisão do presidente indonésio "afeta gravemente as relações entre nossos países". A nota do governo brasileiro informa ainda que o embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

A presidente Dilma Rousseff ainda está tentando falar pelo telefone com o presidente da Indonésia, Joko Widodo, para pedir reversão da pena do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à morte, por tráfico de cocaína. O governo brasileiro corre contra o relógio, já que a execução do brasileiro está marcada para o próximo sábado e a conversa entre os dois presidentes teria de acontecer até amanhã.Este é um dos primeiros gestos na diplomacia de demonstração de estremecimento nas relações bilaterais. A nota diz ainda que "o recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países".

No comunicado do governo brasileiro distribuído na tarde deste sábado, o Palácio do Planalto lembrava que "sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a presidenta Dilma dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país".

Ainda de acordo com o Planalto, "a presidente Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo".

E acrescenta: "o recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países". E conclui dizendo que "nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada".

Veja a íntegra da nota divulgada pelo Palácio do Planalto:

“Nota à imprensa

A Presidenta Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer ocorrida hoje às 15:31 horário de Brasília na Indonésia.

Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a Presidenta dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país.

A Presidenta Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico  como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.

O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.

Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada.
O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República”
 
FONTE: Estadão

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Brasileiro Marco Acher é executado na Indonésia

A presidente Dilma Rousseff ainda está tentando falar pelo telefone com o presidente da Indonésia, Joko Widodo, para pedir reversão da pena do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à morte, por tráfico de cocaína. O governo brasileiro corre contra o relógio, já que a execução do brasileiro está marcada para o próximo sábado e a conversa entre os dois presidentes teria de acontecer até amanhã.O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, foi executado na madrugada desde domingo (18) na Indonésia (próximo das 16 horas no Brasil). A emissora local TV One confirma a informação. A Embaixada do Brasil em Jacarta confirmou que Archer está morto. O método de execução de condenados à pena de morte no país é o fuzilamento.

Marco Archer foi preso em 2004 na Indonésia, após tentar entrar com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos da asa delta. No aeroporto de Jacarta, a polícia descobriu o carregamento através do raio-x. Archer conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois acabou preso novamente. A Indonésia pune o tráfico de drogas com pena de morte.

Em entrevista à 'GloboNews', o ex-cônsul do Brasil em Bali, Renato Vianna, afirmou que todas as regras sobre fuzilamento ficaram mais rígidas na Indonésia nos últimos 15 anos. "A Indonésia é um país tranquilo, bem aberto, mas eles são muito restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na cadeia", completou.

Indonésia negou todos os pedidos do Brasil
A Indonésia negou todos os pedidos de clemência feitos pela defesa do brasileiro para evitar a execução de Archer. No Brasil, não existe pena de morte e as informações são de que nunca um brasileiro foi executado para dar cumprimento a uma sentença deste tipo.

Marco Archer Cardoso Moreira, preso há 11 anos em Jacarta, é carioca, tem 53 anos e trabalhava como instrutor de voo livre. Ele foi preso quando tentava entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos dentro dos tubos de uma asa delta em 2003 e teve a droga descoberta ao passar pelo aparelho de raios-X, no Aeroporto Internacional de Jacarta. Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas acabou preso duas semanas depois.

Outro brasileiro preso e condenado à morte em Jacarta, que teve o pedido de clemência feito pela presidente Dilma Rousseff também rejeitado pelo presidente da Indonésia foi o surfista Rodrigo Gularte. Ele foi detido em 2004, também no aeroporto de Jacarta, com 12 pacotes de cocaína. A droga estava escondida em oito pranchas. O surfista estava a caminho da ilha de Bali, acompanhado de dois amigos, mas assumiu sozinho a autoria do crime de tráfico internacional de drogas.

FONTE: Yahoo Notícias

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