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BLÁ-BLÁ-BLÁ NÃO VAI ACABAR COM O MERCADO DE ESCRAVAS BRANCAS NO BRASIL

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Porto Velho, Rondônia – O problema não é de agora. Vem dos idos do Brasil Colônia e Imperial.  Passou, até aqui, incólume pela República de Dom Pedro I, muito antes do ‘Dia do Fico’. Praticamente, sobreviverá aos nossos dias, ileso; depois de ter rompido o Século XX a partir dos adventos da Nova República, repúblicas gaúchas, paulistanas, cariocas e nordestinas.
Vários foram os mandatários que fecharam os olhos à proliferação do tráfico de mulheres brasileiras, tanto no ‘mercado’ interno quanto externo. Atualmente, a coisa desandou a ponto de os acusados, mesmo com o rigor atual das leis, atuarem à luz do dia em todo o território nacional. Quase sempre sob a copa das árvores e longe de serem apanhados, facilmente.
Dos antigos donos de engenho a agentes públicos, os casos ainda não são apurados como mandam os tratados internacionais; afora as leis de cada país. No Brasil, o assunto não é investigado sem que haja provocação às autoridades. Quando isso não acontece, sobra à imprensa ou a alguns casos isolados, mas que repercutem negativamente sobre a imagem do Brasil lá fora, a instauração de procedimentos.
Brasileiras são levadas para fora passando pela fiscalização da Policia Federal – é essa Polícia que emite os passaportes. Prender supostos ilícitos, na inicial, não seria atribuição da PF nem ao Itamaraty, impor controle sobre estrangeiros que adentram as fronteiras nacionais, abruptamente. Porém, a recíproca não é verdadeira, por exemplo, no Reino Unido,  Estados Unidos, Espanha, Países Baixos (Holanda, Bélgica e Luxemburgo), Japão, Coréia do Sul, Tailândia, Índia, Israel ou em países africanos.
PRAGMATISMO COVARDE - Até parece que o Brasil não tem representações diplomáticas nesses países. Aliás, o maior índice de brasileiras levadas à prostituição no exterior vem, justamente, dos países que o Brasil mantém relações desde o Império. Por que, então, as denúncias gerais feitas por familiares não são levadas a sério? Indaga a acadêmica Francisca Souza da Silva, 51, no Quinto Período do Serviço Social da FIMCA.
Segundo ela, ‘cada caso é um caso’. E indica que, ‘a maioria das nacionais vendidas ao exterior procuram dinheiro fácil’. Ao final, ’as aventuras vivenciadas por nossas mulheres, consideradas calientes por ianques, refletem uma realidade tenebrosa, de medo, tensão, terrorismoprostituição e drogadição’. Sem volta fácil ao Brasil.
MERCADO EM ALTA – Em que pese à busca constante da modernização nos setores de fiscalização terrestre, área e marítima, o Brasil ainda não dispõe de tantos recursos tecnológicos; nem de pessoal qualificado em sistematização de inteligência avançada, ou seja, “o país investe pouco ou quase nada na formação de quadros nessa área”. O desabafo é de um ex-delegado federal aposentado, um dos mais célebres operadores de Direito na fronteira bi-nacional.
Até parece que o governo não sabe da existência desses crimes no país. Sabe, sim, revelam as fontes deste site de notícias. E se revoltam ao ponto de, em poucos segundos resumirem os por quês das falhas no sistema de vigilância e inteligência. Para elas, ‘homens, mulheres, adolescentes e até idosos da terceira idade são traficados para o exterior’. Não há controle sobre quem entra e sai do nosso país. O pouco que há, afirmam, ‘é o bate pronto de documentos mínimos exigidos por legislação que remonta ao século passado’.
COR DA PELE E DENTES - O tráfico de brasileiras negras, brancas e até indígenas está em alta nos mercados norte-americano, asiático e europeu. O comércio formiguinha de nossas mulheres continua a todo o vapor. A movimentação é visível nos estados de Minas Gerais, Goiás e com maior visibilidade no Norte e Nordeste brasileiros, onde as famílias apresentam renda per capita abaixo do que é recomendado pela ONU.
Contudo, é possível se ver outra justificativa para que esses mercados não percam a liderança no ranking de exportação de mulheres da América Latina para todos os continentes do Planeta. O maior contingente é de brasileiras pobres, negras e mestiças. Só nos Estados Unidos, Japão e Europa, respectivamente, as mulatas nacionais recebem os maiores lances em dinheiro e mimos em boites, casas de drinks, bares, lanchonetes e clubes privês.
Além dos americanos, espanhóis e israelenses pagam o maior preço se as brasileiras sabem sambar ou se têm obum-bum arribitado, informa um ex-agente consular de Guajará-Mirim por escapariam parte delas traficadas para La Paz (BOL) e de lá para outros países. Lá, é mais fácil esquentar documentos, inclusive com nacionalidade boliviana ou peruana, ele revelou. Elas contariam com a ajuda de brasileiros procurados no lado brasileiro.
No lado oriental da Bolívia, com maior ascendência na região do Alti-plano, por causa da presença de japoneses, chineses, indianos, judeus e latinos envoltos com negócios outros, como o ouro, gás, drogas, petróleo e eletrônicos, uma brasileira é vendida entre US$ 5 mil a US$ 10 mil dólares, rendendo no mercado final até US$ 100 mil dólares, por exemplo, em Israel, na Coréia,Tailândia ou Espanha.
BOLSA DE APOSTA RONDONIENSE – A novela “Salve Jorge’, da Rede Globo, apesar da incipiência das investigações feitas pela ‘delegada Helô’, algo de bom é mostrado. Porém, a autora da ficção (a acriana Glória Peres) parece protelar avanços nos casos mais gritantes envolvendo máfias cariocas, paulistanas, nortistas e nordestinas que atuariam em bolsões de famílias em situação de vulnerabilidade; como também, no societytelevisivo e sites de entretenimento, revelou uma segunda fonte deste site.
As cidades de Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná e Porto Velho Capital, segundo coleta de informações, “destacam-se por exportar mulheres para várias partes do país e para o mundo”. O tráfico, ora é feito por sistema formiguinha em casas noturnas, ora no shopping, além de dancings e até em Universidades. A parte visível desse tipo de comércio está estampada em classificados e páginas de agenciadores já conhecidos. Só a Polícia não sabe disso.
PORTO VELHO GOLD – O tráfico de escravas brancas é praticado na região muito antes dos ciclos da borracha, ouro ou da madeira. Por aqui circularam estrangeiros americanos, barbadianos, ingleses, árabes e latinos. Parte da elite, à época, não aceitava misturar-se aos nativos e importariam mulheres de seus países e do entorno brasileiro.
Remanescentes da massa de trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) afirmam que, ‘o tráfico atingia dimensões incalculáveis, alarmantes, por sinal’. O patronato construtor circulava com bonitas mulheres brancas, de olhos azuis e esverdeados. Para eles, ‘era uma afronta, se comparado com os dias de hoje com o boom dos garimpos nos cabarés dos idos de 80 e 2000’.
Pelo menos, quinhentas jovens originárias das nações dos construtores e capos norte-americanos e ingleses eram vistas constantes na cidade em casas, no único hotel da cidade e de forma restrita, em saraus fechados. Enquanto nossas nativas e indígenas aculturadas eram disputadas pela ralé entre os dois setores em que Porto Velho fora dividida – setor dos arigós e setor americano.
O esquema também possibilitara aos chefes da ferrovia importar mulheres do Brasil, pois não havia restrição alguma a eles a favor dos grupos que, à época, lutavam contra esse tráfico de escravas brancas. Os nativos não podiam reagir, nem demonstrar maior valor diante da legislação vigente, lembra um ex-ferroviário da EFMM que ainda mora no bairro Arigolândia.
SABEM TUDO – O governo é conhecedor de todas as mazelas vivenciadas pelas escravas brancas brasileiras, porque tudo começa com a saída delas pelas porteiras dos aeroportos, portos, rodovias e hidrovias. Num primeiro momento, no caso das viagens ao exterior, os passaportes e documentos (antecedentes e outros) são emitidos pela Polícia Federal e cartórios.
- Por quanto tempo as mulheres brasileiras incautas vão continuar sendo traficadas, vendidas a preço de banana ou assassinadas no exterior? Indaga a acadêmica Francisca Souza da Silva.
Fonte: Xico Nery

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